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Aluno da UFPE vence mundial com jogo que compara escolas e prisões

 Aluno da UFPE vence mundial com jogo que compara escolas e prisões

 Escolas e prisões são mais parecidas do que se imagina, segundo o estudante de ciências da computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Victor Maristane, de 23 anos. “Uma tenta educar e a outra, reeducar. Mas ambas vêm falhando frequentemente”, explica o jovem, que ganhou um concurso mundial com um jogo inspirado nesta reflexão. O game ‘Escola ou Prisão’ mostra semelhanças entre as duas instituições e foi um dos dois vencedores da competição A Story to Tell. Organizado pela World Merit, o concurso pediu para jovens contarem uma história com base em um problema social. O resultado foi divulgado no último sábado (11): Victor foi campeão ao lado da paquistanesa Nida Javed, que mostrou o trabalho infantil existente em seu país por meio de um vídeo. Como prêmio, os jovens ganharam uma viagem para uma conferência de educação no México.

O desafio proposto pela World Merit, organização que oferece oportunidades a jovens de todo o mundo a fim de superar problemas sociais, recebeu 35 projetos diferentes. Foram relatos em vídeos, textos e fotos vindos, em sua maior parte, de países em conflito ou em crise, como a Síria, o Paquistão e a Grécia. O pernambucano Victor Maristane era o único brasileiro inscrito. Ele também foi o único concorrente a tratar a questão em forma de jogo. “O concurso dizia que você podia contar a história em qualquer meio e o jogo também é um meio”, defende o estudante, que desenvolveu o game vencedor em apenas sete dias.  

Na plataforma, que está disponível no site da World Merit, Victor mostra closes de fotos tiradas em escolas ou prisões de todo o mundo, encontradas na internet. São grades, cadeiras de estudo, celulares, crianças, muros. O jogador é desafiado a adivinhar se a imagem pertence a uma escola ou a uma prisão. Surpreendentemente, o erro é mais frequente do que se espera. Só ao marcar sua opinião, o jogador vê o restante da foto e o local em que foi tirada. “Escolas e prisões em vários países estão enfrentando grandes desafios em equipar efetivamente seus estudantes ou detentos para a vida no século 21. Por quê? E o que podemos fazer a respeito? Como podemos fazer prisões se parecerem mais com escolas, e escolas se parecerem menos com prisões?”, questiona o pernambucano na descrição do jogo, que teve 7 mil visualizações em apenas uma semana.  

 

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