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Júri decide que Ross Ulbricht criou e operou o site Silk Road

 Júri decide que Ross Ulbricht criou e operou o site Silk Road

 Um júri de um tribunal de Nova York, nos Estados Unidos, decidiu que Ross Ulbricht, de 30 anos, é o "Dread Pirate Roberts", ou "DPR", conhecido no submundo da internet por ser criador e administrador da primeira versão do site de venda de drogas Silk Road.

A pena deve ser decidida em maio, mas a defesa pretende recorrer. A pena mínima será de 30 anos. A máxima é a prisão perpétua. "Esse não é o fim", disse Lyn Ulbricht, mãe de Ross, de acordo com o blog de segurança da revista "Wired". "Ross é um herói!", gritou um apoiador não identificado.  

O júri deliberou por três horas e meia nesta quarta-feira (4) antes de anunciar o veredito. Ulbricht foi considerado culpado de todos os sete crimes dos quais foi acusado, entre eles lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.  

Ulbricht foi preso em outubro de 2013 sob a acusação de criar e operar o site Silk Road. Ele foi preso em uma biblioteca em São Francisco. Na tela do seu notebook estava o painel de administração do site. Além do flagrante, a polícia ainda encontrou uma série de relatórios e registros de conversas a respeito da administração do site.  

 Em uma das conversas, Ulbricht tentava contratar matadores de aluguel. Embora Ulbricht tenha admitido ser o criador do Silk Road, a defesa insistiu que ele não era o administrador "Dread Pirate Roberts". A defesa alegou que o site foi apenas um "experimento" e foi operado por outras pessoas. O argumento, porém, não convenceu o júri.

A acusação apresentou evidências coletadas a partir de acessos não autorizados aos servidores do Silk Road. O FBI não tinha autorização judicial para realizar a invasão, mas o Departamento de Justiça dos Estados Unidos disse entender que não há necessidade de autorização judicial em casos envolvendo crimes e servidores estrangeiros.  

A condenação de Ulbricht é a primeira amplamente divulgada envolvendo tecnologias de anonimato na web. O Silk Road só podia ser acessado por quem estivesse conectado à rede anônima "Tor". As evidências apresentadas pelo FBI revelam como autoridades têm enfrentado os desafios impostos pela tecnologia, cujo objetivo é dificultar o rastreamento de conexões.  

 Depois de ser fechado pelo FBI em outubro de 2013, o Silk Road ressurgiu como Silk Road 2.0, operado por uma equipe diferente. A segunda versão do site foi retirada do ar em novembro do ano passado, juntamente com a prisão de Blake Benthall, de 26 anos. Bentall é acusado de ser o administrador do segundo site.

 Uma terceira encarnação, a Silk Road Reloaded, está no ar na rede anônima I2P. Assim como a rede Tor, a I2P pretende dificultar o rastreamento de conexões. Embora seja mantido com menos recursos que o Tor e também tenha menos usuários, o I2P é especificamente voltado para a disponibilização de "sites secretos". No Tor, o foco é a privacidade dos usuários.

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