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Google exclui só 53% dos links de pedidos ao 'direito de ser esquecido'

Google exclui só 53% dos links de pedidos ao 'direito de ser esquecido'  

O Google excluiu pouco mais da metade dos links que europeus pediam para ser removidos sob argumento de fazer valer o “direito de ser esquecido”, que passou a valer na União Europeia desde maio. As informações foram publicadas pela própria empresa nesta quinta-feira (31).  

 Em 13 de maio, a Corte Europeia de Justiça decidiu que as pessoas incomodadas com alguma informação exibida na internet, mesmo em motores de busca, têm “direito ao esquecimento”, como ficou convencionado.

 As informações constam de carta assinada por Peter Fleischer, diretor do Google para questões de privacidade, e enviada a um grupo de proteção de dados. Nela, o Google responde a 26 questionamentos. Do total de URLs, 53% foram retiradas. Um terço do conjunto de links permanecia no ar até essa data. Para que o conjunto dos 15% dos links restantes saia do ar, os requerentes deverão enviar mais informações ao Google.

De acordo com a empresa, até 18 de julho, foram feitos mais de 91 mil pedidos para remoção, que totalizaram 328 mil links no total. Os solicitantes têm de preencher um formulário pedindo a remoção, disponível em 25 línguas. É crucial que o reclamante seja de um país da União Europeia, onde vigora essa lei, informe os motivos para a solicitação e seu nome, além de comprovar a identidade.  

 França campeã

Na carta, o Google também informou de que país mais vieram pedidos de remoção. A França lidera, com 17,5 mil pedidos (58 mil links ao todo), seguido pela Alemanha, com 16,5 mil solicitações (57 mil links), e Reino Unido, com 12 mil requisições (44 mil links).  

Outros países que mais fazem valer o “direito de ser esquecido” são a Espanha, com 8 mil pedidos (27 mil links), a Itália, de onde partiram 7,5 mil (28 mil links), e a Holanda, com 5,5 mil solicitações (21 mil links).  

Remoção seletiva  

Instado pelos grupos defensores da privacidade, o Google afirmou que a remoção é seletiva. “Nós removemos os links identificados dos resultados de busca em nossas versões europeias dos nossos serviços de pesquisa”, escreveu Fleischer.  

 Isso ocorre porque, como o Google possui uma ferramenta de pesquisa própria para cada país, são excluídos os links que infringem as leis nacionais somente dessa página. Como a lei abrange a União Europeia, somente as páginas de buscas dos países que pertencem ao bloco não exibem os links removidos. Os resultados de busca que foram alterados apresentam uma notificação.

 O Google explica ainda que os resultados deixam de ser exibidos apenas para o caso de alguém buscar pelo nome da pessoa que pediu pela remoção. Caso a página que mencione o nome do reclamante contenha outras informações relevantes passíveis de figurar no resultado de buscas, ela pode ser mostrada, diz o Google. Desde que a busca seja feita por outros termos e não pelo nome contemplado pelo “direito ao esquecimento”.

 Google exclui só 53% dos links de pedidos ao 'direito de ser esquecido'

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