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Ferramenta do MIT sugere como EUA podem ter espionado dados

Uma ferramenta desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) mostra como o governo dos Estados Unidos pode ter usado os dados de usuários de serviços na internet para extrair informações sobre suas vidas.

Uma versão atualizada da ferramenta chamada "Immersion" foi lançada na última quinta-feira (4). A aplicação compila metadados (dados sobre outros dados) do serviço de e-mail do Google, o Gmail, para mostrar de forma gráfica a rede de relacionamento do usuário. É possível testar no site do projeto (Veja aqui). Os dados podem ser apagados.

No começo de junho, o jornal britânico "The Guardian" revelou que a NSA tinha acesso a esse tipo de informação dos usuários de serviços das maiores empresas de internet dos Estados Unidos.

Neste domingo, "O Globo" revelou que dados de usuários brasileiros são monitorados também pelos programas da agência de segurança.

O "Immersion" funciona captando os metadados de uma mensagem eletrônica, como quem enviou o e-mail, para quem foi mandado até mesmo quem o recebeu em cópia oculta. Para fazer isso, a ferramenta não inclui o conteúdo das mensagens.

A partir daí, o sistema cria um diagrama com círculos (representando os contatos) e linhas (sinalizando as ligações entre elas). O tamanho das circunferências simula a quantidade de mensagens trocadas com o contato.

Considerando os e-mails recebidos e a frequência com que foram enviados, o serviço é capaz de detalhar a evolução do fluxo de comunicação entre o usuário e determinado contato.

O projeto foi elaborado com a coordenação do professor do Media Lab, César Hidalgo, e a colaboração dos estudantes do MIT, Daniel Smilkov e Deepak Jagdish.

Antes das revelações da NSA, “ninguém gostava [de pensar em metadatos], e ninguém ligava para nós, e todos pensavam que trabalhar com registros de celulares ou de e-mail era algum tipo de curiosidade ou estupidez”, afirmou Hidalgo ao jornal “Bosto Globe”.

Segundo Hidalgo escreveu no blog de apresentação do "Immersion", na sexta-feira (5), dia seguinte ao lançamento, foram registradas 60 mil visitadas.

 Ferramenta do MIT sugere como EUA podem ter espionado dados

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