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A desafiadora jornada de pais e filhos

The New York Times O vínculo entre pais e filhos está repleto de desafios físicos e emocionais a cada passo do caminho. Mas o que acontece com o pai ou a mãe que se aproxima dos últimos dias de criação dos filhos?

Madeline Levine passou a sua carreira como psicóloga e escritora -e como mãe- com a crença de que sua tarefa era preparar seus três filhos para viver de forma independente e entrar com entusiasmo na idade adulta.

Mas, agora que o caçula dos seus três filhos acabou a faculdade e que os dois mais velhos estão fazendo exatamente aquilo que ela sempre quis para eles, sua reação a surpreendeu.

"É estranho que eu tenha sido tomada por uma sensação de perda à medida que meus filhos se encaminham completamente para terem vidas próprias", escreveu ela no "New York Times".

"Alguma parte de mim deveria saber que cada movimento na direção da independência -de fechar o zíper de um casaco a passear no shopping e dirigir um carro- significava não só que meus filhos estavam mais capazes, mas também que eu era menos necessária", prosseguiu Levine. "Encaro essa realidade com bem mais ambivalência do que eu previa."

Para quem está no processo de guiar seus filhos pelo caminho rumo a uma vida significativa, o melhor conselho talvez seja que menos é mais. Essas são as conclusões de vários estudos recentes que indicam que quanto mais os pais estão envolvidos na vida dos seus filhos -quanto mais superprotetores eles são-, menos responsáveis as crianças tendem a ser.

Um estudo publicado em fevereiro na "American Sociological Review" mostrou que, quanto mais dinheiro os pais gastam com a faculdade dos filhos, piores são suas notas.

Outro estudo publicado no mesmo mês na revista "Journal of Child and Family Studies" indicou que, quanto maior for o envolvimento dos pais nas tarefas escolares e na escolha de disciplinas, menor será a satisfação dos alunos universitários.

"Parece que certas formas de ajuda podem diluir a sensação do beneficiado de responsabilidade por seu próprio sucesso", escreveram Eli Finkel e Gráinne Fitzsimmons. "O universitário pode pensar: se mamãe e papai estão sempre por aí para resolver meus problemas, por que passar três noites consecutivas na biblioteca durante os exames finais, em vez de ir passear com meus amigos?"

Às vezes, são as ações dos filhos que causam danos, especialmente quando são crianças pequenas à solta.

Pais habitualmente sofrem concussões, dentes lascados, abrasões da córnea, fraturas nasais, cortes labiais e outras lesões por causa de ações agressivas dos seus filhos pequenos. Mais de uma mãe já teve um lóbulo auricular arrancado por um bebê que agarrou e puxou um brinco.

Quando Sarah Rosengarten foi atingida no rosto por um carrinho de metal atirado por seu filho de dois anos, Carter Roberts, ela foi parar no pronto-socorro, onde os médicos diagnosticaram uma trincadura na mandíbula. "Os filhos podem ser perigosos", disse Rosengarten, 27, ao "Times". Os pais mais ousados estão dispostos a invadir o mais perigoso dos territórios -a vida amorosa dos filhos.

Barbara Weisberg, 64, inspirou o desenvolvimento do TheJMom.com, site judaico de relacionamentos e uma das várias páginas da internet que surgiram para atender aos pais, pois achava que seus próprios filhos estavam desperdiçando oportunidades.

"Eles talvez estivessem procurando a atração superficialmente e não estavam olhando fundo o suficiente para ver tudo o que envolve uma pessoa", disse Weisberg, que está casada há quase 40 anos e mora no Kentucky.

Uma noite, seu filho Brad permitiu que ela analisasse indicações de relacionamentos para ele, e ela fez uma lista de candidatas que considerava promissoras para uma conexão amorosa. Mas Weisberg entende que há limites para até onde um pai pode e deve ir na hora de tentar identificar parceiros para os filhos. "As pessoas precisam se assentar quando estiverem prontas para isso", afirmou.

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