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Facebook retira post de perfil que parodia Dilma e volta a publicar

O perfil "Dilma Bolada", um dos mais populares do Facebook, teve um post apagado no último sábado (25). Após protestos de internautas e do criador da página, que parodia a presidente, o Facebook voltou atrás e republicou a mensagem nesta quarta-feira (29).

O caso foi revelado nesta quarta-feira pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Nesta tarde, o criador do perfil aproveitou para esclarecer a situação.

Na mensagem, o administrador do perfil humorístico conta que “assistia à novela” quando viu uma propaganda política do senador Aécio Neves. Após receber um link sobre uma reportagem da “Revista Fórum” sobre um processo de improbidade administrativa contra o político mineiro. Depois disso, resolveu fazer um post atacando o senador, a quem chama de "Sr. Never", pela polêmica. (Veja abaixo)

O Facebook comunicou ao G1 que seu sistema automático retirou o post do ar depois de ter recebido denúncias. Posteriormente, a rede constatou que as reclamações não tinham fundamento e restaurou o post na tarde desta quarta-feira.

"O conteúdo em questão foi reportado e nossos sistemas automáticos, elaborados para garantir a segurança dos usuários, removeram-no indevidamente. Depois de termos sido alertados, o conteúdo foi recuperado e está no ar novamente. Lamentamos o inconveniente", declarou a empresa em comunicado por e-mail.

A página "Dilma Bolada" ficou famosa por reproduzir as broncas da presidente Dilma, mas direcioná-las a fatos cotidianos, como o fim da novela Salve Jorge. Outra especialidade do perfil é comentar ações do governo como se fosse a própria presidente. Isso já ocorreu com o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e o programa habitacional “Minha Casa Minha Vida”.

A mensagem recebeu até a publicação desta reportagem 1,8 mil “curtir” e foi compartilhada 788 vezes.

Na nota de esclarecimento, "Dilma Bolada" afirmou não ter nenhuma vinculação partidária e ser alvo de ataques de membros do PSDB e da Juventude do partido. Como o texto foi publicado antes do restabelecimento da mensagem, apelou a Alexandre Hohagen, vice-presidente do Facebook para a América Latina.

A supervisão do Facebook sobre os conteúdos que circulam no serviço já tem sido alvo de protestos. Nesta quarta-feira, a rede de Mark Zuckerberg reconheceu problemas com o monitoramento de conteúdos que promovem a violência contra mulheres e prometeu tomar providências, após uma ameaça de boicote publicitário por grupos feministas.

No começo de maio de 2013, o site se recusou a apagar o vídeo em que uma mulher era decapitada.

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