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Empresas de internet negam fazer parte de ação do governo dos EUA

As empresas de internet citadas por órgãos de segurança dos Estados Unidos reservaram esta sexta-feira (7) para negar que tenham colaborado com o rastreamento de usuários em serviços na internet, como o Facebook, Skype, Google, YouTube e outros.

“Nunca ouvimos falar do PRISM. Nós não demos acesso direto a nossos servidores a qualquer agência de governo”, respondeu a Apple ao canal de TV americano CNBC, que tuitou a informação.

Nesta quarta-feira (5), o jornal “Washington Post” revelou que a polícia federal americana (FBI) e a Agência de Segurança Nacional (NSA) mantém desde2007 um programa, o PRISM, para monitorar os movimentos e ações de usuários em serviços na internet fornecidos por Google, Microsoft, Yahoo!, Facebook, PalTalk, AOL e Apple. Apesar de serem serviços, YouTube (Google) e Skype (Microsoft).

A nova denúncia surgiu horas após a Casa Branca admitir, nesta quinta, que o governo dos Estados Unidos monitorou registros telefônicos de pelo menos uma operadora, a Verizon, em resposta a documentos divulgados pelo "Guardian" na quarta.

A resposta da Apple ecoou no posicionamento de outras empresas citadas pelo “Post”. “Não tínhamos ouvido falar de um programa chamado PRISM até ontem”, escreveu Larry Page, presidente-executivo do Google no blog oficial da companhia.

Segundo Page, o Google não “colaborou com qualquer programa que daria ao governo dos Estados Unidos, ou ao de qualquer outro país, acesso direto aos servidores da companhia”. Informações somente são fornecidas mediante decisões judiciais, analisadas pela equipe jurídica, escreve o executivo.

A AOL comunicou “não ter conhecimento do programa PRISM”. “Nós não revelamos informações de usuários a agências governamentais sem uma decisão judicial ou qualquer processo legal, nem provemos qualquer tipo de acesso a nossos servidores.”

O Yahoo! Informou que “leva a privacidade dos usuários muito a sério”. “Nós não damos ao governo direto acesso aos nossos servidores, sistemas e rede.”

A Microsoft também comunicou que somente fornece informações se forem acionados na Justiça. “Se o governo possui um amplo programa de segurança nacional para reunir dados de consumidores, nós não participamos dele.”

Também o Facebook afirmou que “proteger a privacidade de seus usuários é prioridade”. “Quando pedem ao Facebook dados ou informações sobre indivíduos específicos, nós analisamos cuidadosamente a aderência de qualquer pedido às leis aplicáveis e provemos apenas as informações coerentes com a lei.”

Presidência da República

Procurado pelo G1, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, responsável por coordenar as atividades de segurança da informação de toda a administração pública federal, informou que uma das recomendações feitas a todos os órgãos federais a fim de aumentar a segurança dos dados é de que informações “sensíveis ao governo federal” não devem ser armazenadas em “nuvens” ou em servidores hospedados fora do território nacional.

Na chamada “computação em nuvem” o armazenamento de dados é feito em servidores que podem ser acessados pela Internet em qualquer lugar do mundo, sem a necessidade de unidades físicas ou programas específicos para acessá-las.

 Empresas de internet negam fazer parte de ação do governo dos EUA

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