Header Ads

A Apple deixou de ser bacana? O diretor da empresa diz que não

O ano vem sendo duro para a Apple. A companhia batalhou ferozmente contra competidores, como a Samsung, foi interrogada sobre táticas para pagar menos impostos e assistiu, consternada, o preço de suas ações fazer mais mergulhos e curvas que uma montanha-russa.

Em uma entrevista durante a noite de terça (28), organizada pelo site "All Things Digital" em Rancho Palos Verdes, na Califórnia, o executivo-chefe da Apple, Timothy D. Cook, pausou durante um segundo para pensar quando foi perguntado se a empresa estava perdida e se havia perdido seu fator "cool" ("bacana").

"Absolutamente, não", disse.

Ele disse que a companhia ainda era capaz de --e está atualmente trabalhando em-- criar tecnologia e dispositivos que transformariam a indústria tão ampla e significantemente como fizeram produtos anteriores, tais quais o iTunes e o iPhone.

"Nós sempre nos preparamos e lutamos", disse.

A empresa fez nove aquisições neste ano, disse, nem todas divulgadas, para ajudá-la a se preparar para futuros lançamentos e outras situações.

Cook disse que, apesar de a variação dos valores das ações da empresa ser frustrante, ele se sentia encorajado pelo último trimestre, durante o qual foram vendidos 85 milhões de iPhones e 42 milhões de iPads. Ele disse que a companhia começou do zero e que, no início, o sucesso era somente uma possibilidade. Durante o resto do tempo, foi cíclico, disse. Disse também que 59% de toda a troca de dados da web é gerada por dispositivos com iOS, apesar de ele não citar a fonte dessa estatística.

"Para nós, ganhar não está em fazer a maior quantidade. Fazemos o melhor computador, mas não fazemos o maior número deles."

O executivo disse que "a mesma cultura e basicamente as mesmas pessoas que trouxeram para vocês o iPhone o iPad" seguem trabalhando em novos produtos. Ele disse que a Apple continua a olhar para a indústria da TV, mas não tinha comentários sobre a companhia estar trabalhando em algo outro que o Apple TV, dizendo que não queria "dar ideias a ninguém".

Quando perguntado sobre o Glass, o sistema computacional em forma de óculos do Google, Cook disse que o dispositivo tinha algum apelo, mas adicionou que era "difícil de ver" se ele tem apelo em massa. Mas ele disse que via computadores vestíveis como um todo em uma área já madura para ser desenvolvida e inovada. Também previu que o mercado de sensores vai "explodir".

Ele disse que relógios inteligentes são interessantes e que poderiam ser outro pilar da "era pós-PC", junto com o smartphone e o tablet.

Mas antes, disse, "você tem de convencer as pessoas de que é algo incrível."

Ao final da entrevista, Cook hesitou quando perguntado se a Apple estava usando truques para se esquivar do pagamento de bilhões de dólares em impostos. Ele disse que a Apple paga US$ 6 bilhões anuais nos EUA, o que ele disse ser "mais do que qualquer um."

Ele disse que a companhia "faz o que qualquer multinacional faz", adicionando que há uma necessidade séria de uma reforma no sistema de taxação de corporações no país.

Ele disse estar preocupado sobre companhias que podem levar seus esforços de engenharia ou de desenvolvimento para outros países caso os produtos feitos e projetados nos EUA fossem taxados pelos lucros obtidos em outras partes do mundo.

"Se tudo nos EUA for taxado com base no lucro dos EUA", disse, "me preocupo onde acontecerá o desenvolvimento."

 A Apple deixou de ser bacana? O diretor da empresa diz que não

Nenhum comentário