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Twitter vê grande oportunidade de negócios no Brasil com Copa do Mundo e Olimpíada

Enquanto o Brasil luta para concluir seus estádios a tempo da Copa de 2014, o Twitter já trabalha para aproveitar aquilo que o seu presidente de receitas globais, Adam Bain, vê como uma grande oportunidade de negócios.

O gasto robusto dos consumidores, o potencial crescimento do ainda restrito acesso à internet e a rápida adoção dos smartphones transformaram essa nação de 194 milhões de habitantes em um mercado atrativo para o Twitter e outros gigantes da internet.

Com a Copa do Mundo se aproximando e a Olimpíada de 2016 logo aí, o Brasil se mostra como um tipo de oportunidade que uma empresa pressionada a monetizar sua base de 200 milhões de fãs não quer perder.

"Os próximos 10 anos no Brasil serão maravilhosos, vistos da perspectiva dos negócios", diz Adam Bain. "É por isso que estamos aqui, investindo nesse mercado de forma tão intensa."

A Copa de 2014 e a Olimpíada no Rio devem exibir o status do Brasil de potência econômica emergente. Mas, apenas a um ano da partida inicial da Copa, a maior economia da América Latina sofre para concluir seus novos estádios e implantar estruturas chave, como a rede móvel 4G.

Para o Twitter, esses eventos esportivos internacionais são cruciais. A companhia de San Francisco observou níveis recordes de tráfego durante a Olimpíada de Londres de 2012 e lançou um modelo de integração com a TV, considerado pelos executivos da empresa parte substancial de sua estratégia de monetização

A receita do Twitter é gerada através de "tuítes promovidos" ou posts publicitários que os usuários recebem em sua linha do tempo. A empresa deve lucrar US$ 600 milhões neste ano, segundo uma pesquisa da eMarketer.

O BRASIL FOI FÁCIL

O Twitter é uma das mais recentes empresas norte-americanas da internet a pousar no Brasil, um mercado emergente que abraçou as mídias sociais com um zelo quase religioso.

Há seis meses, a empresa contratou um ex-executivo do Yahoo! para liderar essa vinda, e a sensação de progresso já é aparente no escritório alugado --impessoal e meio vazio-- ocupado pelo Twitter em São Paulo.

Mas as coisas mudaram desde que o rival Facebook chegou aqui, há dois anos. Antes robusto, o crescimento da economia brasileira desacelerou para mero 0,9% em 2012, e a crescente inflação começa a afetar a confiança do consumidor, reduzindo o entusiasmo em relação ao potencial da internet no país.

Ainda assim, Bain diz que abrir um escritório no Brasil foi uma decisão fácil de ser tomada. Mesmo antes de vir para o país, ele já era o terceiro maior mercado do Twitter --atrás de Estados Unidos e Japão--, com 40 milhões de usuários estimados.

Segundo o executivo, os usuários brasileiros estão respondendo melhor que os outros aos "tuítes promovidos", com uma taxa de engajamento duas ou três vezes maior que a média global.

"Os holofotes do mundo irão mirar o Brasil de maneira dramática, e investimentos certamente virão em seguida."

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