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Tuíte é como água: encaixa-se em celular caro ou barato, diz executivo

“Os tuítes são como a água: encaixam-se se você usar um celular muito caro ou utilizam um feature phone [aparelhos com acesso limitado à internet]”, resume o presidente de receitas globais do Twitter, Adan Bain, ao G1 as vantagens do microblog.

O executivo esteve nesta quarta-feira (8) pela primeira vez no Brasil para participar de um evento em São Paulo sobre mercado publicitário digital. Em entrevista exclusiva ao G1, disse que o Brasil é um dos três maiores mercados do Twitter, mas que tem espaço para expandir.

O potencial de crescimento reside na “paixão” do brasileiro por duas das maiores apostas do microblog: mobilidade e televisão.

Mobilidade

Quase metade do total dos usuários brasileiros já tuítam por meio de smartphones, tablets e —o executivo faz questão de acrescentar Bain— por meio feature phones, aqueles celulares que possuem acesso limitado à internet.

“É como democratizar o mundo, porque não importa a sua raça, sua fé, sua religião, ou mesmo sua sustentação econômica. Qualquer pessoa no mundo pode ver ou criar uma mensagem de 140 caracteres”, afirma Bain. “Isso é atingir um patamar de comunicação que não existia no passado.”

Esse índice é próximo do líder em usuários da ferramenta, os EUA, em que usuários móveis representam 60%. O líder no quesito, porém, é o Reino Unido que, ainda assim, é somente o quarto maior mercado para o Twitter.

Segundo Bain, o brasileiro interage com tuites acima da média mundial. Entre os usuários móveis, um terço dos expostos a um post faz alguma coisa com ela: clica no link, retuíta, envia mensagens à marca ou adiciona a informação aos favoritos. Isso é o que chamam no meio publicitário de “engajamento”.

“Talvez seja da natureza do brasileiro misturar tão facilmente comunicação e ferramentas como o Twitter, como se fosse um hábito inato.”

Pequenas empresas

Apoiada nessa característica, a empresa quer elevar o nível de sua operação no país, que começou em novembro de 2012.

“Nos seis meses após chegarmos a um país, trabalhamos no ‘como’ tuitar, não no ‘por que’ tuitar”, explica. Mas insinua que com o Brasil pode ser diferente. Apesar de não revelar metas, Bain afirma que o país pode abrigar experiências de negócios próprias, voltadas, por exemplo, aos pequenos negócios.

“Eu andei pela cidade [de São Paulo] e vi adesivos do nosso pássaro nas janelas dos restaurantes e a ‘hashtag’ escrita nas lousas. Nós não temos um time de marketing que vai a esses lugares e pede para fazerem isso. O que vemos é que esses estabelecimentos adotam os símbolos do Twitter porque acham que seja efetivo para seus negócios. Eventualmente, pensamos em abrir um braço de negócio voltado para pequenas empresas, pois achamos que podemos ajudar.”

Novela no Twitter

Enquanto novas frentes não são inauguradas, a principal arma do Twitter continua sento literalmente o disse-me-disse. Tanto que, nas últimas semanas, lançou uma ferramenta que capta os temos mais discutidos no microblog para enviar aos usuários que postaram as expressões anúncios em tempo real de produtos correlacionados a eles.

Além disso, os grandes eventos que ocorrerão no país, como a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos, em 2016, terão um peso extra para o crescimento da rede no Brasil. Isso porque o fluxo de posts aumenta conforme um evento televisivo capta a atenção dos usuários, segundo Bain. “Estamos interessados em quaisquer eventos em que as pessoas manifestem aquilo pelo que são apaixonadas.”

Soma-se a isso outra aposta da empresa: a conjunção entre mobilidade e televisão. Segundo o executivo, no Brasil, 33% dos usuários móveis do Twitter estão na frente da TV para comentar o que assistem na rede social.

“Nós percebemos coisas interessantes no Brasil. Perfis de novelas tuitam por que as pessoas devem assistir o episódio daquela noite, um popular âncora de jornal usa o Twitter para mostrar um lado diferente dele e celebridades interagem com seus fãs.”

Mas a interação mesmo ocorre no Reino Unido. Em um comercial recente da Mercedes Benz na TV, os telespectadores decidiram o desenrolar do vídeo por meio de tuítes.

A campanha do filme “Prometheus” veiculou um trailer durante o intervalo de um programa que convidava a tuitar mensagens com a hashtag “are you seeing this?”. No intervalo seguinte, foram mostradas as mensagens dos tuiteiros que entraram na brincadeira. “Tudo isso quinze minutos depois”, diz Bain. “É brilhante.”

Tuíte é como água: encaixa-se em celular caro ou barato, diz executivo

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