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FAST: o telescópio capaz de inaugurar uma nova era na astronomia

Ele está escondido em meio à mata. Pedras, terra e árvores compõem o cenário que vai envolver, em três anos, o maior telescópio do mundo. Na realidade, o “superolho interestelar” já está sendo construído — depois de 14 anos de estudos, o FAST (“Telescópio de Abertura Esférica”, em tradução livre) finalmente vai ser capaz de detectar ondas com comprimentos a partir de 3 cm – constituindo-se, assim, como o telescópio mais potente do planeta.

Uma cratera de alumínio, encravada no solo, com um diâmetro de mais de 1.000 metros. O custo da empreitada chinesa? 122 milhões de dólares (algo em torno de 244 milhões de reais). O FAST, assim como o radiotelescópio de Arecibo, vai descansar sobre uma depressão natural de solo (sim, sobre um buraco gigante) – o seu prato, com .1.640 metros de diâmetro, vai permitir que ondas de rádio de 3 cm a 4,3 metros de comprimento sejam captadas.

E como ajustar o foco de um observador fixo? Por meio de um jogo de pequenos painéis capazes de criar uma “segunda superfície” de pratos. As capacidades deste telescópio vão inaugurar uma nova era no campo da ciência astronômica. Agora, ao contrário do que ocorria há 50 anos, pulsos rítmicos de ondas de rádio, por mais fracas que sejam, vão poder ser percebidos pelo FAST. Estamos perto de encontrar indícios ou até mesmo evidências de vida inteligente extraterrestre? Se depender deste monstruoso mecanismo de captação, talvez.

FAST: o telescópio capaz de inaugurar uma nova era na astronomia

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