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'Foi erro humano', explica responsável por carro que derrubou Ana Maria Braga

A manhã desta segunda-feira (22) começou agitada para a apresentadora Ana Maria Braga, quando um carro que anda sozinho a derrubou durante seu programa matinal, ao vivo. O professor responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, no entanto, afirmou que a parte técnica do veículo funcionou perfeitamente e que houve erro humano.

"Não teve problema técnico. Quando eu mudei o carro para o modo manual, me esqueci de ativar o freio. Como o carro geralmente é testado em superfície plana, não acontece nada. Mas o local da gravação possuía um leve declive, que fez o carro descer e empurrar Ana", explicou Alberto Ferreira de Souza, coordenador do projeto e professor do programa de pós-graduação em ciência da computação na Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo).

Souza afirmou ainda que foram feitos vários ensaios antes de o programa começar, mas que durante a transmissão a apresentadora teria mudado o roteiro. A atitude teria confundido a equipe e atrapalhado o restante da apresentação.

Após o acidente, a apresentadora do "Mais Você" passou por exames em um hospital do Rio de Janeiro. Ela sofreu escoriações leves e fez exames de raio-X, segundo sua assessoria de imprensa.

O projeto

O objetivo do carro que dirige sozinho é ajudar os pesquisadores a entenderem como o cérebro e a visão são capazes de calcular profundidade, mapear regiões e entender os caminhos. O projeto é uma parceria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), da USP (Universidade de São Paulo) e da Ufes.

O veículo apresentado no programa possui um laser e três câmeras -- duas frontais e uma lateral -- para mapear o terreno. O motorista (ou "usuário", neste caso) pode dar comandos ao veículo via iPad conectado a uma rede de internet sem fio, como fez a apresentadora no programa ao vivo. O carro "dirige" sozinho, mas é preciso que alguém lhe diga qual será seu destino, por exemplo.

O veículo turbinado, que não está disponível para venda, custa aproximadamente R$ 500 mil. Já o projeto completo precisou de mais de R$ 800 mil para ser desenvolvido.

Carro autônomo do Google

Em 2010, o Google divulgou que havia criado um veículo que poderia rodar sozinhos pelas ruas. Durante os testes, o veículo já teria rodado mais de 400 mil quilômetros sem ninguém segurando o volante.

Para não sair por aí batendo em ninguém, o sistema de pilotagem do veículo possui câmeras de vídeo, sensores de radar, mapas detalhados armazenados na memória e um sensor de laser para identificar a posição de outros carros na rua.

O sensor, que fica no teto, mapeia tudo que está ao redor do carro em um raio de 60 metros, gerando um mapa tridimensional na memória do veículo. A câmera, instalada no para-brisa, serve para detectar semáforos e outros obstáculos móveis, como as pessoas.

Radares automotivos determinam a posição de obstáculos que estão longe. Já o sensor que está na roda traseira registra os movimentos feitos pelo carro para localizá-lo no mapa criado por ele.

'Foi erro humano', explica responsável por carro que derrubou Ana Maria Braga

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