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Educar na era digital pode ser perigoso, alerta especialista

Os pais que passaram seus anos de formação com livros didáticos, lápis e máquinas de escrever lhe dirão que nossa era tecnológica pode ser uma época confusa para quem cria um filho. Mas algumas coisas nunca mudam. Os pais ainda querem o melhor para a sua prole.

O casal que criou o estudante colegial britânico Nick D'Aloisio, 17, deve estar feliz. Recentemente, Nick vendeu seu aplicativo de leitura de notícias, o Summly, para o Yahoo!, por dezenas de milhões de dólares. Aparentemente, os pais de Nick não tinham nenhum conhecimento especial de tecnologia, mas fomentaram o interesse precoce de seu filho pelo assunto.

Embora o dinheiro não indique que eles tenham sido bons pais desde sempre, diminui a urgência da pergunta sobre o que Nick vai fazer para ganhar a vida.

Não é o que acontece com quase todos os outros jovens que ingressam no mundo do trabalho. "Cada vez mais, não existem mais os empregos de qualificações médias e salários altos que mantiveram a classe média da última geração", escreveu Thomas Friedman, do "New York Times". "Hoje só existem empregos de salários altos e qualificações altas."

Hoje, todos os empregos da classe média ou exigem mais qualificações ou podem ser ocupados por mais pessoas em várias partes do mundo ou, ainda, vão se tornar obsoletos mais rapidamente, escreveu Friedman.

Tony Wagner, especialista em educação da Universidade Harvard, disse a Friedman que os pais e educadores precisam preparar seus filhos não para serem "aptos a ingressar na universidade", mas para serem "aptos a criar inovações".

Os jovens que forem capazes de lidar com os altos e baixos da vida sem dúvida se sairão melhor, e, para os pais interessados, não faltam orientações sobre como fomentar esse preparo.

Relatos dizem que trocar mensagens de texto em vez de dar carinho a seu filho pequeno pode não apenas provocar acessos de raiva na criança, mas até afetar sua saúde. "Nossas histórias pessoais de ligação social ou isolamento, por exemplo, modificam o modo como nossos genes se expressam dentro das células de nosso sistema imunológico", escreveu a psicóloga Barbra L. Fredrickson no "New York Times".

"Os pais jovens talvez devam preocupar-se menos com exames genéticos e mais sobre como suas próprias ações -coisas como uma mãe escrever mensagens de texto enquanto amamenta seu filho ou prestar mais atenção no telefone que na criança- deixam marcas que limitam a vida."

Os pais que contam histórias a seus filhos sobre as dificuldades vividas por seus avôs, tios e tias no passado podem estar fazendo bem aos filhos.

"A melhor coisa que você pode fazer por sua família talvez seja a mais simples de todas: desenvolver uma narrativa familiar forte", escreveu Bruce Feiler no "New York Times".

Um pequeno estudo indicou que o fato de uma criança conhecer a história de seu nascimento, onde seus pais se conheceram ou uma história de infortúnio na família é um indicativo forte de saúde emocional e felicidade.

Alguns, como Frank Bruni, do "NYT", ficam perplexos com "os queixumes intermináveis" de muitos pais, "como se conduzir seus filhos até a idade adulta fosse algum encantamento moderno, dependente de uma pilha de livros e blogs sobre educação de filhos". Bruni acha que o hábito dos pais modernos de ceder demais às demandas de seus filhos é um equívoco. "Os pais esquecem: no mundo político, você não ganha voz até completar 18 anos. Existe uma razão para isso."

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